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RJ pode reduzir gasto em publicidade após usar R$ 900 milhões em 6 anos



Uma proposta aprovada por deputados do Rio na semana passada pode reduzir o gasto de propaganda do governo para cerca de R$ 6 milhões anuais. O valor representaria uma diminuição significativa para quase 4% da média de R$ 150 milhões anuais, utilizada entre 2010 e 2016. Conforme levantamento feito pelo G1 com dados da Secretaria de Fazenda, em 6 anos o governo gastou, através da secretaria de comunicação social, R$ 900 milhões com a rubrica "publicidade e propaganda".

Em 2013, ainda no governo de Sérgio Cabral (PMDB), foram utilizados mais de R$ 300 milhões na área de comunicação — ou R$ 209 milhões só em publicidade e propaganda. Por conta dos protestos de junho, a popularidade de Cabral despencava a 20%, caindo 35 pontos percentuais. Historicamente, foi o maior gasto do governo na área.
Em 2010, o ex-governador Sérgio Cabral foi reeleito e, a partir daí, o investimento aumentou até 2013, atingindo seu ápice. A partir da eleição de seu sucessor e aliado, Luiz Fernando Pezão,os valores caíram.
O valor superava e muito o investimento de todo o ano de 2013 para outras áreas como assistência ao idoso (R$ 4 milhões) ou custódia e reintegração social (R$ 23 milhões).  A partir do governo Pezão, o valor diminuiu: R$ 68 milhões em 2015. Mas ainda foi maior do que o investimento em habitação urbana, por exemplo – R$ 21 milhões.
Como funcionaria o projeto de lei?
Na prática, a proposta do deputado estadual Wanderson Nogueira (PSOL) limitaria o gasto de publicidade em um centésimo do orçamento aprovado para aquele ano. Em 2017, se passasse a valer, o valor seria de R$ 6 milhões — já que a receita prevista é de R$ 60 bilhões.
"É inadmissível que o Governo do Estado do Rio de Janeiro continue utilizando dinheiro público para promoção própria em um momento em que sequer possui recursos para pagar aposentados", diz o deputado.
Aprovado por unanimidade no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o projeto vai à sanção do governador Luiz Fernando Pezão. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa dele, que não informou se ele pretende sancionar o projeto.

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