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Confissão de fraudes no metrô de Salvador deveria remontar castelo de areia



Confissão de fraudes no metrô de Salvador deveria remontar castelo de areia





Desde 2010, quando a Operação Castelo de Areia foi formalmente arquivada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), as eventuais fraudes no metrô de Salvador sempre povoaram as memórias do cenário político baiano. À época em que a operação foi deflagrada, muito antes da Lava Jato ser um embrião, executivos da Camargo Correia deram sinais de que as obras do sistema metroviário da capital baiana, sob a responsabilidade da prefeitura de Salvador, continham indícios de fraudes na licitação e repasse a políticos. No entanto, o STJ transformou o castelo em um banco de areia. Não avançou e, por muito pouco, as provas obtidas no decorrer das investigações não foram destruídas em 2016. Enquanto os envolvidos na apuração pediam que não restasse mais nenhuma prova, o ex-ministro Antônio Palloci, em negociação para delação premiada, teria relatado que a suspensão da operação aconteceu em meio a pagamento de propina. Então, para o bem da história, ainda há o que se investigar. Para além das coincidências das empreiteiras envolvidas na Castelo de Areia e na Lava Jato, nominalmente citadas a Odebrecht, a OAS, a Queiroz Galvão e a Constran, a operação que cita o metrô de Salvador trazia nomes de políticos envolvidos e que não vieram a público. Reza o anedotário popular baiano que atingiria gregos e troianos. Porém nada que tenha circulado com muita força a ponto de ameaçar mandatos ou o capital político deles. Talvez, com o acordo da Camargo Correia com o Cade, esses nomes possam vir à tona, mesmo que apenas para conhecimento geral, já que criminalmente o STJ afastou a hipótese de punição. Aí, quem sabe, o castelo não tenha virado uma caixa de areia. Este texto integra o comentário desta terça-feira (19) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.

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