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Tito diz que pode ser o Deputado Federal do Oeste da Bahia




Em entrevista nesta quinta-feira (02), ao Blog Se Liga Barreiras, o pré-candidato a deputado federal Carlos Tito, falou sobre a sua pré-candidatura e como pretende vencer as eleições com um projeto popular.
Tito é possuidor de um currículo de destaque, digno daquele que deseja e merece ser o representante do Oeste da Bahia na Câmara Federal. Foi vereador em Barreiras por quatro mandatos, sendo presidente por dois mandatos consecutivos. Em Barreiras, é o fundador da Rádio Nova FM 104,9, da Rádio Câmara, da TV Câmara, democratizando as comunicações, dando voz ao povo. É um municipalista, defensor do fortalecimento dos municípios e da transparência na gestão pública, quando presidente da Câmara em Barreiras criou aplicativo para celular, criou o diário oficial impresso e eletrônico, a Tribuna Popular, que são instrumentos permanentes de transparência, de comunicação com a população, além de diversas outras importantes ações aprovadas pela população.
Não bastasse tudo isso, Carlos Tito é autor de importantes leis que contribuem com o desenvolvimento do município, como exemplo o fortalecimento do saneamento básico, pois água e rede de esgoto são fundamentais para a saúde. Tito é contra os aumentos abusivos no código tributário, no transporte coletivo, no valor cobrado na taxa de esgoto. Criticando veemente e lutando contra esses aumentos e defendendo mais obras para a melhoria do esgotamento sanitário.
Atitudes como essas credenciam Tito a ser pré-candidato a deputado federal pela Bahia, para que o Oeste tenha gabinete em Brasília, pois estamos sem uma autêntica representatividade. O oeste baiano, uma região rica e com uma grande população, atualmente não tem sequer um único representante na Câmara dos Deputados Federais.
Tito, qual o real motivo da sua candidatura?
Desejo ocupar esse vácuo de representatividade política do Oeste da Bahia na Câmara dos Deputados Federais, uma região de grande potencial econômico e social e sem nenhum deputado federal morador do oeste que a represente. São 35 cidades e ninguém na Câmara Federal. A cada eleição a Bahia elege 39 deputados federais e o Oeste não tem nenhum dentre estes. Meu objetivo é preencher essa lacuna. Eu sou o único pré-candidato na base do governador Rui Costa morador da região, e se eleito for e espero ser, serei o único deputado federal morador do Oeste da Bahia.
Você se sente realmente preparado para ser o Deputado Federal do Oeste da Bahia?
Uma das convicções que me motivaram a ingressar nessa campanha foi o claro entendimento de que poderei contribuir efetivamente para a mudança da realidade política, econômica e social da região. Para isso, é preciso militar politicamente, não somente votando, mas se filiando a um partido e sendo candidato a um cargo eletivo, para transformar a realidade do meio em que vivemos. E a política é o único elemento transformador, porque o Poder Público é quem regula a vida em sociedade e a população é vinculada a isso. Quero ser um deputado eleito pelo Oeste e trabalhar pelo Oeste. É claro que serei um representante do Estado da Bahia no Legislativo Federal, mas minha prioridade absoluta é a nossa região. Não dá para querer abraçar o mundo. Vou referenciar Barreiras e o Oeste. Depois de quatro mandatos como vereador, dois deles na presidência da Câmara, em Barreiras, quero continuar militando politicamente para ajudar as pessoas, fazendo com que o nosso futuro mandato seja um instrumento de mudança no cenário político regional, sobretudo no fortalecimento regional, minimizando as desigualdades sociais.
Conhecendo a sua história, como político e cidadão, qual será o grande desafio que você encontrará na Câmara Federal, caso seja eleito?
Não há um desafio, mas vários. Vou buscar propor políticas públicas que garantam uma melhor qualidade de vida para as comunidades, principalmente aquelas mais carentes, que não dispõem de água potável, alimentos, energia elétrica e assistência técnica para suas atividades rurais. Por conhecer de perto as necessidades e demandas da nossa região, como deputado federal terei mais acesso às secretarias de competência estadual do Governo da Bahia, também e principalmente junto aos ministérios federais e outras esferas superiores, para buscar o firmamento de convênios que venham favorecer as associações e prefeituras do Oeste, além das emendas federais que possam projetar a nossa região e a vida das pessoas para um futuro mais digno. Um mandato só tem sentido se for para melhorar a vida das pessoas.
Com um país em recessão, com tanto desemprego, baixos salários, preços altos e serviços públicos de má qualidade. Onde você concentrará os seus esforços?
Principalmente nas comunidades mais carentes, que vivem na extrema pobreza. Fala-se muito que Luís Eduardo Magalhães é a potência do Agro, que São Desidério concentra o maior PIB agrícola do País, que Barreiras é a capital do Oeste e tal. Mas a verdade é que a pobreza extrema é uma realidade entre nós. Há uma concentração muito grande de renda, muitas vezes em detrimento das riquezas naturais, essas que são os recursos da natureza que se encontram em nossa região e que são indispensáveis para o desenvolvimento econômico e social. Por exemplo, milhares de pessoas moram a poucos metros do rio e não tem água potável para beber, ou mesmo condições para irrigar lavouras que poderiam transformar suas vidas para melhor. Por exemplo, na comunidade de Jordelino, em Formosa do Rio Preto, só para citar um caso, ao menos 50 famílias amargam a vida sem água e luz há muitos anos. Isso é inadmissível. Luz e água tem que estar dentro e fora das cidades. E você pode ter certeza que eu vou trabalhar para minimizar essa situação, por meio de políticas públicas para combater a pobreza. Não vou fazer politicagem com o meu mandato, mas transformá-lo em resultados práticos, concretos em favor das pessoas indistintamente.
Vivemos um momento de enorme desesperança política. O que pensa disso?
A política é uma atividade nobre, que deve ser exercida por pessoas de bem, empenhadas, e não por aventureiros que fazem uso da política para se beneficiarem a si próprios e a seu grupo político. O sistema está tão perverso que as pessoas estão anestesiadas e descrentes da política. A falta de segurança, de alimento, de oportunidades de emprego, tudo é fruto de sucessivos governos não comprometidos com os interesses da coletividade, e isso precisa mudar. Mas para que haja uma mudança o cidadão tem que fazer a sua parte também. Devido à desinformação, ou à desilusão relacionada às suas expectativas, muitas pessoas afirmam não se importar mais com política, sem imaginar que só facilita a vida de quem não gostariam de eleger, e é isso que nos move a continuar na política, dando a nossa contribuição positiva na convicção de que o bem sempre prevalecerá.
Com consciência, poderemos pressionar para que as políticas públicas nos levem a uma sociedade mais justa, de paz e com oportunidades iguais para todos. Existe uma frase do político e filósofo irlandês Edmund Burke, que diz que, para que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados.
E o que o leva a crer numa sociedade mais justa, num cenário tão árido e desacreditado?
A minha formação. Sou filho do pintor Carloman e da professora Lurdinha, ela que sempre atuou fortemente na Educação do município, e ademais, eu cresci vendo os meus pais fazerem atividades voluntárias, ajudando a comunidade. Eles me ensinaram o verdadeiro valor do trabalho, da união familiar, respeito ao próximo e solidariedade, sentimento indispensável para possibilitar que as práticas políticas recuperem a sua inteireza. Para mim, é na prática solidária que reside o princípio fundamental e inegociável da consideração para com o outro. Tenho convicção de que minha presença na política, desde que fui eleito vereador pela primeira vez em Barreiras, no ano de 2000, é fruto da minha origem, e do que eu aprendi no dia-a-dia, com os meus pais. E ainda hoje continuo atuando socialmente com o apoio de muitos amigos e amigas que assim como eu, dão a sua contribuição, dedicando um bom tempo da sua vida para a pacificação social.
Como analisa as suas chances?
Primeiro, se for da vontade de Deus que eu vença, vencerei. A expectativa do nosso Partido Avante, é a de que com 40 mil votos eu seja eleito, e a nossa determinação é conseguir essa votação dialogando com as pessoas, com as famílias, diretamente com o eleitor. Apenas com muito esforço e empenho, por meio de uma campanha extremamente popular, que respeitará as normas eleitorais. Aliás, eu fui candidato por cinco vezes e sempre tive as minhas contas integralmente aprovadas, pois quem pratica a boa política sempre é reconhecido, mais cedo ou mais tarde.
E a expectativa do Tito?
São positivas, estou confiante na vitória. Veja bem, durante toda a minha carreira pública eu militei em favor da população, tanto socialmente quanto politicamente. As principais ações populares que tramitam em defesa do patrimônio do município de Barreiras e dos direitos da população são de minha autoria, e sempre recorri ao Poder Judiciário e aos órgãos de controle na busca por resultados, o que me credencia para falar sobre as demandas mais urgentes da população de Barreiras e região, como o saneamento básico das cidades, por exemplo, as pessoas precisam e eu lutarei por isso.
O que pretende, nesse sentido?
Atuar especialmente junto ao Governo Federal, na defesa de investimentos elevados em obras de esgotamento sanitário para as cidades do Oeste. O esgoto a céu aberto é responsável pela transmissão de dezenas de tipos de doenças infectocontagiosas. Barreiras por exemplo ainda não é plenamente atendida, e muitos outros municípios ainda não possuem sequer um metro linear de rede coletora de esgoto, o que é um absurdo histórico. Outra demanda séria é a falta de água nas propriedades rurais. As cidades sofrem com o abastecimento ineficiente – em alguns casos inexistentes – principalmente, em comunidades da zona rural, e eu trabalharei diariamente na busca de investimentos públicos federais e estaduais para todos esses municípios.


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