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Temer lidera esquema de corrupção no setor de Portos há mais de 20 anos, afirma PF



O presidente Michel Temer lidera um esquema de corrupção há mais de 20 anos, desde a época em que era deputado federal por São Paulo, apontou a conclusão do inquérito dos Portos, entregue na terça-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

A PF indiciou Temer e outras dez pessoas, entre elas a filha dele, Maristela Temer, e o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente. Além disso, o órgão pediu o bloqueio de bens de todos os suspeitos e a prisão de quatro deles.

O presidente é acusado de ter recebido propina, paga por meio de Lima Filho, para editar uma Medida Provisória que beneficiou empresas do setor de portos. Em maio de 2017, Temer ampliou os contratos de concessões de empresas portuárias de 25 para 35 anos, podendo ser prorrogados sucessivamente, até 70 anos.

Segundo o inquérito, empresários do setor portuário procuraram Temer, quando ele ainda era vice-presidente, em 2013. Naquela época, a presidente Dilma Rousseff aprovou uma mudança na lei do Portos, de 1993. No entanto, Dilma vetou 13 itens da medida provisória proposta pela Câmara e Senado, na chamada MP dos Portos.

A investigação concluiu que ele foi procurado porque “possui influência há mais de 20 anos nesta área”, desde quando era deputado federal por São Paulo, no fim da década de 1980.

De acordo com o G1, o relatório concluiu também que “há indícios que o Presidente participe deste grupo criminoso, desde a sua criação quando indicou na década de noventa, Marcelo Azeredo para presidente da Codesp”, que administra o Porto de Santos. A PF diz que foi nesta época em que surgiram os “primeiros pagamentos de propinas”.

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