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Pastor Sargento Isidório propõe a Rui criação de Secretaria da Família


Presidente estadual de um partido que não tem nenhuma secretaria no governo Rui Costa (PT), o Avante, o deputado federal eleito Pastor Sargento Isidório propôs ao petista uma pasta para chamar de sua. 
 
E algo que pode ser a reunião do estilo que o tornou conhecido dos baianos: defesa de valores tradicionais, como a família; conservadores, com posturas homofóbicas; e combate às drogas, por meio do seu trabalho na Fundação Doutor Jesus.
 
Isidório quer que o governador reeleito crie na estrutura do seu novo governo a Secretaria da Família e Prevenção às Drogas. No aspecto Família, a iniciativa se assemelha ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do governo Jair Bolsonaro, comandado pela pastora Damares Alves, aquela que disse que meninos vestem azul, e meninas vestem rosa. 

“Eu tenho pedido a criação de uma secretaria da Família e Prevenção às Drogas. Drogas viraram pandemia. Atrás de toda violência, todas as facções, tem atrás um traficante, um drogado. A família precisa ser vista. Estou ficando no pé dele [Rui], orientando, para que ele faça isso, persiga isso”, disse o deputado federal mais votado do estado, em entrevista ao BNews
 
Apesar do desejo, Isidório afirmou que não vai impor nada a Rui, mesmo com sua força eleitoral e a do filho, o deputado estadual eleito João Isidório (Avante), também o mais votado para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
 
“Eu não posso chegar para o governador e dizer que, porque eu e meu filho foram os mais votados, quero uma secretaria. Iremos continuar, independentemente de ter ou não ter secretaria. Quem não quer secretaria? Eu sou doido, mas não sou besta”, disse. 
 
A criação de uma secretaria com o condão de defender os valores familiares seria uma espécie de institucionalização do conservadorismo na estrutura do estado e o fortalecimento nos vínculos ideológicos entre o governador e o presidente Jair Bolsonaro. 
 
Na área da segurança pública, por exemplo, os dois costumam pensar parecido, defendendo o endurecimento da repressão contra criminosos e das penas para crimes hediondos. 
 
Na trajetória de Rui, virou célebre a frase “É como um artilheiro em frente ao gol”, usada por ele para se referir a ação de policiais militares que mataram 12 pessoas no episódio conhecido como caso Cabula. A declaração foi bastante criticada por movimentos ligados aos direitos humanos por ser considerada uma chancela do governador ao extermínio praticado pela polícia.
 
Já Isidório é conhecido pelos posicionamentos controversos. Ao mesmo tempo em que se assemelha ao pensamento bolsonarista em algumas questões, diverge em outras. Nas pautas morais, pensam parecido. Pastor, tem posturas homofóbicas, com declarações pejorativas contra a população LGBT. Notabilizou-se em sua cruzada moral por episódios como o que atuou contra a inclusão do ensino sobre gênero e diversidade no Plano Estadual de Educação. Por outro lado, defendeu que o documento trouxesse previsão do ensino do criacionismo nas escolas públcias baianas.
 
Apresenta-se também como ex-gay, acreditando que homossexuais podem se tornar héteros pela força da palavra divina. Anda sempre acompanhado de sua inseparável Bíblia, além de ser conhecido também pelo histrionismo de suas pregações, feitas nos mais variados espaços - plenário da AL-BA, eventos com o governador e também do próprio mandato. 
 
No tocante a questão da segurança pública, guardam diferenças. Ex-PM, não defende o militarismo, sendo contrário ao discurso de endurecimento da ação policial. Diz que isso atinge em cheio os jovens da periferia, que seriam alvo maior da letalidade policial, e que é necessário aumento de salário e melhores condições de trabalho para a corporação

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