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Jumentos confinados podem não aguentar espera por medidas legais


Os jumentos maltratados na Fazenda Santa Isabel, situada às margens da BR-116, próximo a Euclides da Cunha, continuam morrendo em larga escala. Já são cerca de 300 animais que não conseguiram aguentar a falta de água e a comida insuficiente. 
Depois das denúncias saírem na imprensa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) começou a realizar exames nos jumentos, mas como a quantidade de animais vivos ainda é grande, o trabalho é demorado e eles podem não aguentar os próximos dias. 
“A comida tem sido insuficiente e os animais não têm tomado a água na fonte por causa do mau cheiro dos cadáveres e dos diversos urubus. O calor está muito forte e os sobreviventes estão muito magros. Eles não irão aguentar mais dias nessa situação. Todos morrerão de sede”, avisa o médico veterinário e vereador de Euclides da Cunha, Del Lima, em entrevista ao BNews
Enquanto a ADAB coleta o sangue dos mais de 700 jumentos sobreviventes, a fazenda está interditada e nenhum animal pode entrar ou sair. O órgão multou em mais de R$ 40 mil os dois chineses responsáveis pelos bichos, já que realizaram o transporte dos jumentos de forma ilegal. 
Depois de um acordo coordenado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), os jumentos serão tutelados por protetores de animais que pretendem colocá-los para adoção, assim que estiverem bem de saúde. O problema é quando eles ficarão bem. Assinou um acordo como fiel depositário dos jumentos o Fórum Nacional de Proteção Animal, instituição com sede em São Paulo e da qual participam diversas ONGs de proteção aos direitos dos animais.
Relembre o caso
proprietário da Fazenda Santa Isabel arrendou parte do seu terreno para uma empresa chinesa. A suspeita é que os jumentos pertençam à Cuifeng Lin, responsável pelo crime contra os animais denunciado no ano passado em Itapetinga.
Após serem levados para a região de Euclides, os bichos seriam abatidos em Itapetinga e Amargosa, segundo relatório da Prefeitura de Euclides da Cunha. Os abates estão proibidos pela Justiça Federal da Bahia desde 30 de novembro de 2018, em decisão liminar (temporária), mas ainda em vigor.

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