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Crise no PP pode resultar em desfiliações



A exoneração do chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), Wilson Brito, no sábado (11), publicada em primeira mão pelo BNews, expôs crise em que vive o partido, motivada pela disputa por cargos e pode resultar em desfiliações.   
Nas hostes pepistas desde março de 2003, embora Brito minimize e negue que tenha havido desconforto em sua saída da Sihs, ele teria sido destituído do posto sem sequer ter sido comunicado e não estaria nem um pouco satisfeito com o tratamento dispensado a ele após tantos anos dedicado ao PP. 
Em contato com a reportagem, Brito não negou sua insatisfação com a forma que o partido vem sendo conduzido e não descartou deixar a sigla. E o comentário é que ele não sairá sozinho: levará com ele a sua filha, a prefeita de Prado, Mayra Brito. 
“O que ocorre é que não está tendo discussões entre as lideranças e o partido vem sendo dirigido de forma unilateral”, admitiu Brito, que é ex-prefeito de Prado e ex-secretário de Desenvolvimento e Integração Regional e de Infraestrutura.  
Mais enfático sobre o seu futuro político, Brito reforçou que seu grupo já está trabalhando pelo lançamento de seu nome para a prefeitura de Teixeira de Freitas e a possibilidade de mudança partidária está sendo avaliada.
“Vai depender da conjuntura política, mas pesa ainda o fato de o partido ter como norma que quem indica nas cidades do interior são os deputados mais votados [Ronaldo Carleto e Robinho] e, nesse caso, eu já não teria autonomia para me lançar como candidato do PP”, deixou claro, complementando, entretanto, que a sua saída da Sihs não tem relação com essa decisão. 
Contudo, o fato não teria agradado parcela do grupo, o que teria motivado alguns deputados estaduais a se reunirem com o governador em exercício, Nelson Leal (PP), para tentar desfazer a demissão autorizada pelo vice-governador João Leão (PP). 
Para o lugar de  Brito, que é ex-prefeito de Prado e ex-secretário de Desenvolvimento e Integração Regional e de Infraestrutura, foi nomeado Leonardo Ramacchiotti, oriundo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), mas que é irmão de André Ramacciotti, braço-direito de Cacá Leão na Câmara Federal. 
Há quem diga, no entanto, que o descontentamento na legenda não seria pela saída de Brito, mas sim pelo nome que o substituiu, leia-se pela disputa da vaga que é grande no PP.   

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