Bruno Reis diz que não vai ampliar estrutura da prefeitura para acomodar partidos aliados


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O prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou nesta segunda-feira (16) que não pretende aumentar o número de secretarias e nem de demais órgãos que compõem o governo para acomodar os 15 partidos da coligação que o apoiou no pleito deste ano.



Questionado sobre se já tem ideia de como será o secretariado da nova gestão, Bruno disse que, passada a eleição, vai começar a pensar neste desenho. O novo prefeito terá o desafio de acomodar uma miríade de siglas com cargos na prefeitura: DEM, PDT, REPUBLICANOS, MDB, SOLIDARIEDADE, CIDADANIA, PL, PSL, PSC, PATRIOTA, PSDB, PV, DC, PMN e PTB.



“Ganhando a eleição, vamos pensar na formação do governo. Mas a gente compreende que não é o momento de ampliar a estrutura administrativa. A gente é da visão de que, quanto menor estrutura, mais dinheiro sobra para investimentos. Um outro princípio é colocar [na gestão] pessoas técnicas, qualificadas. Não tenho preconceito de estar nesse ou naquele partido. Tem que ser um nome com qualidade, que tenha o perfil, que possa dar conta do recado. A melhor forma de fazer política é fazendo gestão. Vamos colocar questões técnicas à frente das questões políticas. Acabada a eleição, é hora de governar, de trabalhar”, afirmou em entrevista ao “Isso é Bahia”, programa do Bahia Notícias e do Grupo A Tarde na rádio A Tarde FM.



Na atual gestão de ACM Neto (DEM) como vice-prefeito, Bruno espera fazer uma transição rápida e fácil de governo, já que argumenta ter ciência dos principais problemas da capital baiana. “Eu vinha ajudando o prefeito a governar a cidade. Então, estou atualizado de todos os assuntos. Eu conheço profundamente essa cidade”, defendeu. Segundo ele, o processo de transição começa nesta segunda, em reunião à tarde com Neto, seu padrinho político e principal fiador da campanha.



Bruno garantiu que pretende ter relação cordial com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), oposição ao seu partido, que vai conversar com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para garantir recursos a Salvador e que não fará um governo de preconceito em relação a partidos oponentes.



“Irei procurar o governador, irei procurar o presidente. Tinham projetos que eu estava elaborando como secretário de Infraestrutura que vou procurar apoio. Não tenha dúvida. Eu não tenho preconceito nenhum”, argumentou.



“Eu dizia na campanha que eu era o único que não tinha amarras políticas, ideológicas, que me impediam de dialogar. Eu sou um democrata nato. Tenho mais de 20 anos de vida pública. Tenho relações com todos os partidos, tanto que consegui construir a maior aliança do Brasil entre os candidatos nas capitais. Não tenho dificuldade nenhuma de aproveitar uma boa proposta deste ou daquele candidato”, garantiu.



Eleito em primeiro turno com 64,20% dos votos, Bruno assume a prefeitura de Salvador em 1º de janeiro de 2021.

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