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Por que a Bahia é tão relevante para o PT nas eleições presidenciais de 2018?




O novo candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, pediu para antecipar a viagem para a Bahia do próximo dia 21 para amanhã. Será a primeira visita dele à Bahia já na condição de presidenciável, depois de fingir ser vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante algumas semanas. Mas por que “Andrade”, como tentam vendê-lo, pediu para adiantar a vinda dele ao território baiano?

A Bahia é governada pelo PT há 12 anos, depois de acabar com o domínio do carlismo. O eleitorado do estado, diferente do que aconteceu no plano federal e em outros estados, não pareceu ser contaminado pela onda anti-petista que assolou o restante do país a partir de 2015, com a consequente saída de Dilma Rousseff do poder. Mesmo com o partido em baixa, o governador Rui Costa é forte candidato à reeleição e possivelmente a Bahia se tornará o maior colégio eleitoral governado pela legenda no país – Fernando Pimentel, em Minas Gerais, está com a reeleição sob risco, de acordo com as pesquisas.

Em um levantamento do desempenho dos candidatos do PT à presidência da República na Bahia desde 2002, apenas na primeira eleição de Lula o partido não obteve mais de quatro milhões de voto no primeiro turno das eleições. Os baianos deram votações expressivas a Lula e Dilma e ampliaram a frente para os então adversários – José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Na última eleição, Marina Silva ficou na segunda colocação, porém muito abaixo da petista.

Nas eleições de 2018, com a perspectiva de um embate acirrado para definir quem vai disputar o segundo turno, os números da Bahia, se mantidos, podem se tornar decisivos para colocar Haddad na segunda fase da disputa eleitoral. Caso seja preservada a frente amealhada por petistas no estado nos últimos anos, na casa dos quatro milhões, os baianos podem ser responsáveis por mais de 3% dos votos disponíveis na corrida pelo Palácio do Planalto em 2018. Por isso, largar bem na Bahia pode ser um diferencial importante para o ex-prefeito de São Paulo.

Não será por falta de esforço de correligionários baianos. Além de Rui Costa, o ex-governador Jaques Wagner também terá o nome nas urnas, na corrida por uma vaga ao Senado, e não esconde que fará campanha abertamente para Haddad. Tanto que, desde o princípio, a chapa do candidato à reeleição na Bahia comunica que há um “time” petista a ser apoiado.

Há outro detalhe a se observar na escolha da cidade em que a visita de Haddad como candidato a presidente acontece. Vitória da Conquista foi dominada pelo PT por mais de 20 anos e somente em 2016, no segundo turno, deixou a prefeitura local. Agora, o partido tenta reconquistar a Suíça baiana. Não é desprezível que ali seja o solo em que Haddad queira surgir como uma Fênix.

Este texto integra o comentário desta sexta-feira (14) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.

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