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Entrevista de Messias de Sena com o Comandante Rangel


O comandante Rangel foi candidato ao cargo de Senador na Bahia pelo partido PSL, partido do presidente da república, obtendo um total de 577.645 votos (4,85%). Mesmo não tendo sido eleito, o comandante é muito bem articulado politicamente e totalmente entregue à pátria brasileira, primando sempre pelo bem de todos, motivo pelo qual resolvemos conversar com ele, para que nos passasse um pouco de seu conhecimento e experiência sobre a atual conjuntura política no Brasil e no Oeste Baiano.

Comandante, o Sr. obteve um total de 577.645 mil votos para o cargo de Senador, pelo partido PSL, o que pode dizer sobre essa expressiva quantidade de votos?

Tornou-se uma surpresa as eleições passadas em que eu me candidatei ao Senado, pelo partido do presidente (PSL), a pedido do que ora se fazia aqui na Bahia.Ocorre que eu só entrei na última hora, perdi a pré campanha, mas mesmo o tempo já tendo passado, comecei a fazer minha campanhae caímos na estrada para poder tentar percorrer a maioria dos 417 municípios que existem na Bahia. Peguei meu avião e viajei para fazer  carreatas, comícios e etc.

Mas, nós sabemos que a campanha aqui na Bahia é diferenciada para quem não faz parte do grupo do governador, grupo do PT como nós chamamos, torna-se muito complicado pois ficamos entricheirados, isso porque grande parte da mídia atualmente está a serviço do governo do estado e porque não dizer sempre dos governos do Estado, que é onde tem o dinheiro, ou seja, onde a mídia se abastece, mas além desse tipo de mídia também tem aquela mídia livre, aquela que quer ouvir, que quer falar.

Um fato interessante é que durante o período de campanha, quando eu coloquei o meu nome como o senador de Bolsonaro, eu saí com 3% na campanha, ou seja, o presidente já me deu 3% dos votos, contudo quando vieram as pesquisas, todas manipuladas como nós já bem sabemos, eu ao invés de crescer na campanha decresci para os órgãos de pesquisadores, tendo em vista que eu saí de 3% (três por cento) e caí para 1% (um por cento). Ora, se você não tem mais que 1% (um por cento) não é chamado nas rádios e televisão para fazer entrevistas, quando na realidade eu ganhei com quase 5% (cinco por cento) de votos, obtive mais de meio milhão de votos e por isso passamos a ser conhecidos, foi isso que deu início a essa parceria com o governo federal, com o novo governo que se instalou.

Como vocês sabem eu passei mais de 30 anos fazendo política, mas nunca tinha me candidatado e nunca fui, nunca fiz política com os partidos de esquerda.

Rangel, para surpresa o Sr. foi o candidato mais bem votado do PSL no Norte e Nordeste e o segundo colocado não atingiu se quer 50% dos votos. O que o Sr tem a dizer sobre esse respeito?

Isso foi uma marca, porque como eu coloquei, nós no Nordeste ficávamos entrei cheirados pelo poderio do PT, por essa célula comunista que está instalada no Nordeste, mas eu consegui romper essa trincheira, mesmo sabendo que seria muito difícil ganhar essa batalha. Contudo, como sabemos, o objetivo do Bolsonaro é ganhar a guerra, ainda que vá para o sacrifício, eu fui para o sacrifício, tive honrosa participação, fui votado em todos os 417 municípios e hoje nós temos um país livre do comunismo, esse é que é o grande legado e eu agradeço a cada voto que eu recebi dos eleitores.

Além disso, o Sr.nãoutilizou um centavo se quer do fundo partidário.Qual a importância disso?

É, isso aí é uma das coisas que o eleitor pouco tem como informação.O Bolsonaro votou, quando deputado, contra o fundo partidário,ele acha que o dinheiro público não deve ser utilizado para se fazer política como estão fazendo e continuar alimentando esse bando de corruptos que existe ainda na política, ele considera isso uma aberração, haja vista que os roubos e a corrupção cometidos por esses políticos provem das prefeituras e do governo. Então, toda a chapa majoritária do PSL, ou seja, quem foi candidato a presidente como Bolsonaro, governador, vice-governador e senadores, tiveram que abrir mão do fundo partidário. E eu farei isso com muita honra em todas as eleições que eu puder participar.

Comandante Rangel, o Presidente Bolsonaroterá um candidato no município de Luís Eduardo Magalhães para as eleições de2020?

Olha, eu tenho caminhado muito em Brasília, a gente chama de bastidores, que nada mais  é do que onde a gente conversa, geralmente sem a presença da empresa, até por conta de que não é que a empresa não deva saber, mas para que as coisas não sejam distorcidas.

O que nós entendemos, e quando eu falo “nós” eu incluo o governo federal, é que as principais cidades do Nordeste terão candidatos representando o governo federal, isso é muito importante que se diga,e eu quero adiantar para vocês aqui que cidades importantes como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, são cidades que estão na alça de mira do governo federal.

Uma grande vantagem é que oSr. tem livre manifestação no planalto, por isso tem um leque para conversar,  obter informações precisas, aprofundar e ver como está o andamento para 2020.O pode nos contar sobre isso?

É, isso vem de anos, quando participei das políticas do PSDB e de todos os partidos que foram contra o PT, contra os partidos de esquerda.Sendo assim, foram nessas  oportunidades que eu conheci o ex deputado e atual presidente Bolsonaro, de lá para cá nós temos uma amizade, cheguei a apresentá-lo para outras pessoas daqui da região, falando para todos à época, quase como uma premonição, que esse cara seria o presidente do Brasil.Naquele tempo eu sabia que precisava vir uma pessoa de fora e que ela seria abraçada pela população, é o que nós chamamos na política deoutsider,ou seja, aquele que vem de fora, e que essas pessoas cairiam nas graças do eleitores.Nós não queríamos mais comunismo, nós não gostamos mais da política do populismo, não queremos mais o clientelismo e principalmente, o que mais atrasa e o que eu mais combato, que é a burocracia.

Então, Bolsonaro falou aquilo que o povo queria ouvir e foi acatado pela população, foi a partir disso que 56 milhões de pessoas votaram nele, exatamente porque viram que o sistema que estava iria nos levar muito rapidamente para os caminhos que nós estamos vendo hoje na Venezuela, aqui na América Latina. Isso ocorreu naqueles governos que receberam o comunismo travestido de socialismo, porque não existe socialismo, existem comunismo e a direita conservadora que preza pela família, pela saúde, pelo emprego, pelo mérito, por aqueles que estudam, que se preparam, quem tem que ficar e viver bem e é isso que realmente levanta uma nação.

Bom, o Sr. foi votado em todos os municípios da Bahia, qual a sua ligação, atualmente, com os municípios que o Sr. poderá participar das próximas eleições?

Eu posso participar de qualquer eleição, em qualquer Município, puro e exclusivamente com o sentimento de servir a pátria.Cheguei a comentar isso com o presidente inclusive que não teria problema algum, não seria nenhum demérito ser um simples candidato a vereador em um pequeno município, como por exemplo Angical, Catolândia, São Desidério,desde que tenha o propósito de manter o Brasil neste caminho.

Por isso me coloquei como soldado da pátria e o presidente me disse na época, juntamente com outros ministros, pois estávamos numa conversa informal, que precisaria muito que eu olhasse com mais carinho para aquelas cidades onde eu tive mais expressão de voto, que foram Barreiras, Luís Eduardo Magalhães onde eu fui campeão de votos, lá eu tive mais votos do que o próprio governador Jaques Vagner e só perdi, realmente, para o presidente Bolsonaro, além de Vitória da Conquista, que é minha terra natal onde eu tenho grandes familiares, grandes laços, tenho um filho que mora lá e morei muitos anos. Também fui muito bem votado no sul da Bahia, como Teixeira de Freitas, também uma cidade do porte de Barreiras, onde eu tive grande expressão de votos, Itabuna, onde tem grandes pessoas, grandes lideranças as quais estamos apoiando.

Mas eu acho que eu tenho uma visão, tenho um carinho no município de Barreiras, onde fui secretário de agricultura no governo de Saulo Pedrosa, além disso eu conheço bastante o Oeste da Bahia, ajudei fundar Luís Eduardo Magalhães ainda quando se quer tinha energia,por que fiz parte da empresa contratada para fazer a base da terraplanagem da primeira subestação de energia de Luís Eduardo Magalhães, que ainda até hoje serve a cidade, então tenho laços muito fortes de conhecimento, de amizade e de apreço por esses municípios. Sendo assim, eu vejo por exemplo Luís Eduardo Magalhães com muito carinho.

E dito isso eu ouvi o presidente dizer que o município de Luís Eduardo Magalhães merece ter um modelo de administração que sirva para todo o Brasil, um grande exemplo de desenvolvimento e de lealdade com as pessoas, com os moradores, com o eleitor. Isso porque infelizmente a gente vê esse município mais nas páginas policiais do que onde ele merece estar,como a capital da agricultura do Norte-Nordeste, não existe no Norte-Nordeste nada igual, existe parecido no centro sul, no Mato Grosso, Goiás, mas no Norte-Nordeste, Luís Eduardo é ímpar e isso será discutido com os grupos, com as pessoas.Eu digo que eu não sou candidato de mim mesmo, eu sou candidato do Brasil e tenho a honra de servir onde for necessário.

Sabemos que o Sr. tem uma ligação política com o deputado Tito, isso vai continuar nas próximas eleições?

Eu conheço muito o deputado Tito, desde quando ele foi candidato ao primeiro mandato de vereador em Barreiras, e não conheço nada que desabone ele como vereador em quatro mandatos, incluindo dois mandatos de presidente da câmara de vereadores da cidade.Nós vimos um prédio novo abandonado,basicamente depredado e Tito colocou televisão, tv câmara, comprou carro e reformou prédio, fez tudo isso e ainda sobrou dinheiro, a ponto de devolver dinheiro para o prefeito adversário dele, na época Antônio Henrique, ele devolveu entre 700 (setecentos)a 800 (oitocentos) mil reais, se não me falha a memória, para que o Antônio colocasse ar condicionado nas salas de aulas das crianças,devido ao nosso clima aqui na cidade.

Então, eu tenho uma admiração por Tito, por um rapaz humilde que vêm trabalhando, que mora na periferia e não saiu de lá mesmo com cargo de deputado federal, ele mora na Vila Brasil onde as pessoas têm paixão, tem amor por ele e ele continua carinhosamente cuidando dessas pessoas.Portanto, eu sou amigo do deputado Tito e caminhamos juntos, não por conta da nossa a amizade, mas por conta dos nossos mesmo ideais.

E falando sobre o deputado Tito, qual a possibilidade dele se candidatar a prefeito de Barreiras?

Eu já ouvi em Brasília que o deputado Tito poderá ser o candidato do presidente Bolsonaro em Barreiras.O deputado Tito, ao contrário do que as pessoas colocam de que ele é ligado ao Ruy Costa, não tem problema nenhum se Ruy Costa gosta de Tito como ele é, ótimo, nós temos que bater palmas para Ruy Costa, porque ele está vendo uma coisa que é leal e que é verdadeira, não precisa Tito se amoldar ao governo do PT para que o PT goste de Tito, de forma que hoje Tito goza de um grande prestígio no palácio do planalto, tendo em vista que é convidado diariamente ao planalto para discutir assuntos como advogado constitucionalista, além de sua grande experiência na câmara e em projetos, porque tudo isso interessa para o Brasil.

Então, Tito atualmente é amigo do presidente e dos seus filhos, amigo de Elio Negrão, amigo do presidente da câmara (Rodrigo Maia), então as pessoas descobrem o Tito, essa é a diferença, as pessoas quando descobrem Tito ficam surpresas, e aqueles que não tem interesse que Tito ocupe o espaço do seu colega, do seu amigo, ficam combatendo o Tito sem o conhecer.

Comandante, muito obrigada por essas suas palavras, é um prazer enorme, a gente do JornalCidadeestamos aqui pela primeira vez entrevistando o senhor e esperamos que tenhamos mais oportunidades, que venham outras entrevistas pela frente, e vamos caminhar para 2020 e ver o que poderá acontecer, não é?!

É, eu tenho um prazer muito grande quando nós temos a oportunidade de falar, especialmente aqui no Jornal Cidade, que é um jornal livre e que tem compromisso com a verdade.Temos uma satisfação muito grande, porque não estamos falando para o jornal e sim para as pessoas, para o cidadão, as pessoas que estão vivendo nas nossas comunidades, principalmente aqui no Oeste da Bahia. Portanto, eu acho muito importante e agradeço imensamente por essa oportunidade.

Redação: jornal cidade 






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