Estudo mostra possibilidade de Renda Brasil de R$ 230 ou R$ 340
Relatório do BTG Pactual mostra que com fusões e fim de sobreposições em programas atuais é possÃvel elevar a renda mÃnima sem furar o teto
Renda Brasil deve ampliar e substituir o Bolsa FamÃlia
Jefferson Rudy/Agência Senado -01/10/2014Um relatório feito pela equipe do BTG Pactual mostra que é possÃvel conciliar a responsabilidade fiscal do PaÃs com o teto de gastos, desde que algumas medidas sejam adotadas. O governo Bolsonaro estuda como saÃda para o fim do pagamento do auxÃlio emergencial, um programa de renda mÃnima permanente mais robusto do que os atuais, já batizado de Renda Brasil, mas ainda não apresentado pela equipe econômica.
De acordo com o estudo do BTG, é possÃvel conceber um programa superior ao atual de transferência de renda sem piorar as contas públicas. Para um benefÃcio de R$ 230 para 20 milhões de famÃlias (hoje o Bolsa famÃlia paga em média R$ 190 a 7 milhões de famÃlias) há um custo adicional de R$ 22 bilhões ao ano sem o pagamento do 13º e de R$ 27 bilhões com o pagamento
Esse custo pode ser absorvido desde que seja extinto o abono salarial, que custa R$ 17 bilhões ao ano (o que geraria impacto só em 2022) e outros programas com impacto menor, como farmácia popular (R$2.5bi) e o seguro defeso (R$2.5bi) e desde que demais variáveis econômicas se mantenham constantes.
Para um programa de renda mÃnima mais ambicioso, no entanto, o governo teria que trabalhar ainda mais na digitalização de sistemas, e de prefência na adoção de um documento único nacional, para evitar sobreposições de programas, aumentando a eficiência dos benefÃcios. Há hoje, por exemplo, famÃlias que recebem mais de um benefÃcio social.
Pelas estimativas do BTG Pactual, para uma renda mÃnima de R$ 340 mensais para 64 milhões de beneficiários seria necessário acabar com as sobreposições de vários programas assistenciais para uma mesma famÃlia.
Com base em estudos do Banco Mundial e do próprio BTG, 25% das famÃlias que recebem subsÃdios previdenciários, recebem também o abono salarial. Quase 88% dos que recebem salário famÃlia, também recebem o abono salarial. 45% dos que recebem o seguro desemprego, também recebem o abono. 20% das famÃlias que recebem o abono, também recebem o Bolsa FamÃlia. E 36% das famÃlias que recebem o BPC (BenefÃco de proteção continuada), também recebem subsÃdios previdenciários.
Algumas dessas sobreposições são ilegais, mas não são evitadas pelo poder público pela falta de um cadastro único nacional digitalizado por CPF, em parte já melhorado nos pagamentos do auxÃlio emergencial.
Pelas projeções, seria possÃvel chegar a R$ 343 para 63,9 milhões de brasileiros se não houvesse sobreposições entre os programas: Abono salarial, Seguro desemprego, Salário famÃlia, Salário maternidade, Bolsa famÃlia, AuxÃlio reclusão, Aposentadorias rurais, Pensões rurais e BPC (Loas/Rmv).
Fonte: R7