Imagens divulgadas após o episódio mostram uma discussão entre o deputado, estudantes e professores. Durante o confronto, um estudante dá um tapa em Diego Castro e, na sequência, homens que acompanhavam o parlamentar empurram o jovem contra uma parede. O diretor da Facom, Washington José de Souza Filho, afirmou ainda ter sido ameaçado durante a confusão e prestou um boletim de ocorrência na delegacia.
“Não há espaço para agressão na política, venha de onde vier. Mas é especialmente grave quando um parlamentar, que deveria compreender a responsabilidade do cargo que ocupa, entra em uma universidade acompanhado por uma estrutura de segurança e transforma aquele espaço em cenário de provocação, intimidação e confronto. Universidade é lugar de conhecimento, diversidade, pensamento crítico e liberdade.”, afirmou Maria.
Durante a passagem pela Facom, Diego Castro gravou vídeos sobre os banheiros da unidade e questionou placas que indicam o uso dos espaços por pessoas cis, trans, não binárias e travestis. A assessoria do deputado afirmou que a ida à universidade ocorreu após uma denúncia sobre a presença de adesivos em apoio ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues nas dependências da instituição.
Para Maria, o episódio revela uma estratégia política que transforma diferenças e direitos em instrumentos de provocação.
“É muito preocupante ver um representante eleito entrar em uma universidade, vestindo um colete a prova de balas, para transformar a existência e os direitos das pessoas em combustível para confronto político. Pessoas trans, travestis e não-binárias não são pauta para provocação, são cidadãs e cidadãos que têm direito a existir e ocupar todos os espaços. A universidade pública tem como princípio justamente a convivência com a diversidade, a liberdade de pensamento e o debate”, criticou.
Maria também manifestou solidariedade à comunidade acadêmica da UFBA e defendeu que eventuais responsabilidades pelas agressões e ameaças registradas no episódio sejam apuradas.
“Discordância política se enfrenta com argumento. Se houve irregularidade eleitoral dentro da universidade, existem instituições e caminhos legais para apurá-la. O que não podemos naturalizar é a política da provocação, da intimidação e da violência”, concluiu.

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