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O principal impasse que impede o desenvolvimento do Território do Velho Chico é a falta de união dos prefeitos, “precisamos nos unir”, diz Eures




Unir e preparar os municípios para receber novas estruturas   públicas nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais, gestão de resíduos sólidos, gestão ambiental compartilhada, habitação de interesse social, manutenção de estradas vicinais, implantação de abatedouros e frigoríficos regionais, capacitação de gestores municipais, educação profissional, saúde, projetos de apoio à agricultura familiar, a segurança alimentar e nutricional, para promover o desenvolvimento socioeconômico regional integrado. Este é o principal objetivo de um consórcio intermunicipal criado nesta sexta-feira (16), na cidade de Bom Jesus da Lapa, oeste do Estado da Bahia, por sete dos dezesseis municípios localizados na área de influência do Território Identidade do Velho Chico. O Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Velho Chico – CDC DO VELHO CHICO.

Os sete prefeitos assinaram o documento de criação da entidade e já elegeram a diretoria do consórcio intermunicipal, que terá como presidente o prefeito de Serra do Ramalho, Ítalo Rodrigo Anunciação Silva (PSD), e como vice o prefeito do município Paratinga, Marcel José Carneiro (PT). Os gestores municipais ainda elegeram o Conselho Administrativo do consorcio Antenor Pinto Mariano Filho (PT), prefeito em exercício de Ibotirama e Litercílio Nunes de Oliveira Júnior(PT), prefeito de Brotas de Macaúbas.
O anfitrião do evento, o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, destacou a importância histórica da criação do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Velho Chico, que une os municípios em torno de objetivos comuns com a proposta de lutar por melhorias para uma região que sofre com a distância dos grandes centros e com a dificuldade que  o governo estadual federal  têm em marcar uma presença mais efetiva com mais investimentos. Ele entende que a região precisa receber mais investimentos, o que exige união e um comprometimento firme das autoridades municipais para garantir que os problemas históricos sejam solucionados e que estes investimentos se traduzam em desenvolvimento. “Nós ficamos muitos soltos nessa região, nem vamos para o Corrente e nem para Barreiras, e com isso, temos sofrido muito, tanto Bom Jesus da Lapa como os outros municípios”, e disse: “eu sempre falei isso; a gente aqui, por falta de diálogo e de união sofre. Uma discursão boba que mais nos enfraquece que fortalece”, frisou.
Ribeiro disse que o momento é de na união. “Não podemos ficar pensando com vaidade. Nós perdemos uma policlínica por causa dessa briga. Nós temos muitos anos querendo descobrir a cidade polo da nossa região, e nunca saímos dessa briga, é uma confusão que só atrapalha, e o primeiro passo que a gente tem que vencer.  Se a gente vencer esse passo, a gente consegue superar tudo, esse é o passo mais significante!”, chamou a atenção.
“A região de Barreiras e Luis Eduardo Magalhães consegue tudo porque eles se unem, prova disso são as universidades federais, foram para lá os cursos principais, por causa da nossa desunião. Eu já falei isso para o governador: nós somos a parte pobre, e não recebemos certos benefícios porque somos desunidos”, continuando sobre o assunto: “nosso primeiro impasse é vencer a nossa cabeça, a brutalidade nossa que lideramos.  Essa questão de onde é a cidade e acabar com isso, porque quanto mais a gente ficar remoendo isso: Ibotirama, aqui, Santa Maria da Vitória. Com esse pensamento a gente não vai para lugar nenhum. A gente não tem policlínica, a gente não tem saúde de qualidade, a gente não tem hospital regional, a gente não tem nada”, pontuou.
Finalizando, ele destacou que para trazer os leitos de  ÙTIs para o município custou caro. “Eu só conseguir porque abrir o hospital de Bom Jesus da Lapa para toda região, para mostrar que a gente poderia ter um hospital regional”, concluiu.

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