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Por que 7 de outubro será o Dia das Crianças?


Por Ana Carolina Cury / Fotos: Fotolia, Marcelo Alves,
Isso acaba sendo ofensivo para quem não quer optar por essas classificações que surgem a cada momento. É também ofensivo para a família, para a criança e para o jovem. Confunde a cabeça de uma criança ou de um jovem em fase de desenvolvimento. Diana Ramos, de 31 anos, autônoma
Daqui a exatamente uma semana (se você estiver lendo o jornal neste domingo, dia 30), os brasileiros terão o desafio e o privilégio de decidir o futuro do País por meio do voto. Nas eleições que acontecerão no dia 7 de outubro, todos os eleitores votarão para eleger presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
É muito comum ouvir que “todos os políticos são iguais” e que o voto é apenas uma obrigação. Mas é preciso que cada cidadão tenha consciência das suas escolhas. Em entrevista à Folha Universal, o cientista político Bruno Silva, especialista em estudos do Poder Legislativo, ressalta que é preciso entender “mais do que nunca” o poder que há no voto. “É importante que as pessoas saibam que não são apenas mais uma no meio do total de eleitores. Na realidade, o seu voto faz toda a diferença e, se for para fazer a diferença, que seja de maneira consciente, pensando no futuro do País. Ou seja, pesquise e eleja candidatos que tenham propostas que vão ao encontro de seus pensamentos, que sejam pessoas que você se identifique, para que você não se arrependa depois.”
Levando em conta a necessidade de escolher candidatos que tenham os mesmos ideais que os do eleitor, um assunto polêmico que ganhou destaque nos debates eleitorais vem à tona: a ideologia de gênero.
Você já deve ter ouvido falar a respeito dela. Como o próprio nome diz, a ideologia de gênero caracteriza uma ideia que algumas pessoas têm de que ninguém nasce homem ou mulher, ou seja, o gênero masculino ou feminino é uma construção social. Achou confuso? Agora, imagina impor esse pensamento como único e verdadeiro para as crianças e para os adolescentes?
Já liguei para meus familiares e pedi para atentarem ao que os filhos têm aprendido na escola. Não acho certo ensinar essas classificações para crianças em fase de formação. Estou avaliando bem meus candidatos e voto em pessoas com princípios éticos e familiares. Daniela Freitas, de 42 anos, representante comercial
Projetos de leis incentivam a ideologia de gênero 
Infelizmente, muitos deputados e senadores já querem e tentam fazer exatamente isso. Poucos sabem, por exemplo, que, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 5002/2013 pretende criar a Lei de Identidade de Gênero. Proposto pelos deputados Jean Wyllys (PSOL/RJ) e Erika Kokay (PT/DF), o projeto prevê que uma criança faça a cirurgia de mudança de sexo mesmo se não houver consentimento dos pais. Essa criança pode, autonomamente, procurar a Defensoria Pública para garantir que sua vontade seja atendida.
Outro projeto, aprovado pelo governo de São Paulo, por exemplo, propõe a realização de peças teatrais em municípios do interior do Estado com o objetivo de, segundo o texto, “sensibilizar e conscientizar os jovens espectadores para assuntos relevantes da comunidade LGBT por meio de histórias alegóricas, metafóricas ou mesmo com temáticas diretas”. O público-alvo são crianças de 4 a 11 anos. Esses são apenas dois dentre muitos projetos que já existem a respeito do tema.
Em 2015, polêmicas envolveram o Plano Nacional da Educação (PNE), entre elas estava uma relacionada à palavra “gênero” e ao termo “orientação sexual”, que foram suprimidos do texto.
Nas ações propostas contra as iniciativas de lei, o Ministério Público Federal atenta para o fato de que a expressão “ideologia de gênero” é equivocada, pois pode causar confusão no processo educativo. Assim, essa questão mobilizou e mobiliza diversas iniciativas de leis que estimulam a inclusão da temática também nas escolas.
Nasci dentro de uma família cristã, que preza pela família de acordo com a Bíblia e, para mim, é muito difícil aceitar esse tipo de assunto (classificações de gênero) como tem sido exposto. Isso fere muito as crianças, pode atrapalhar seu desenvolvimento e muitas não estão preparadas para ouvir a respeito dessa situação. Paulo Cezar Rosa, de 54 anos, empresário e professor
E você sabe quem aprova ou desaprova essas leis? Os deputados. Tanto os deputados federais como os estaduais e distritais têm a função de legislar. Cabe a eles propor, discutir, alterar e, sobretudo, aprovar as leis ou os projetos de lei que representem o interesse do povo.
Assim, a tal “ideologia de gênero”, sob uma imagem de “politicamente correto”, busca exigir que esse pensamento se torne único para, então, silenciar tudo e todos que se posicionam de forma contrária.
Já acontece no mundo e não deu certo
Infelizmente, se a população não eleger pessoas que defendam os valores da família, as leis que têm o intuito de levar a ideologia de gênero às crianças e aos adolescentes serão aprovadas e o que já acontece em países onde medidas como essas já foram implantadas também ocorrerá aqui.
“A Suécia foi um país que começou com as escolas que trabalham a partir da perspectiva de gênero e que, justamente, alteraram a questão das cores das roupas, da forma de se vestir. Não é tão inocente assim, como parece, mexer, por exemplo, nas roupas, porque elas têm muito a ver com a maneira como nos compreendemos, vamos escolhendo uma maneira de nos vestir seguindo uma, entre aspas, chamada moda”, observa o professor Felipe Nery.
Segundo um levantamento feito na Escócia, a implementação da ideologia de gênero nas escolas causou aumento no registro de casos de jovens que se diziam confusos sobre sua identidade masculina ou feminina.
O Scottish Public Health Network, responsável pela publicação do relatório, afirmou que crianças com apenas 6 anos estavam sendo encaminhadas para unidades especializadas e alegavam confusão de identidade de gênero.
Querem nos impor “goela abaixo”
Recentemente um vídeo onde uma menina, de apenas 4 anos, conta que recebeu ensinamentos de ideologia de gênero de sua professora “viralizou” na web. E o pai da criança, Leoni Marinho (foto a esq.), revelou como isso aconteceu. “Ela me relatou que a professora fez uma roda dentro de sala de aula e começou a ensinar ideologia de gênero, dizendo que meninos poderiam usar saia, brincos e esmalte nas unhas. A professora confundiu a cabeça da minha filha. Fui até a diretoria e a diretora me disse que não poderia fazer nada. Então, estou tomando minhas providências contra a escola. Por isso que, neste ano, devemos procurar eleger candidatos que sejam contra esse tipo de ensino”, observa.
Embora não existam leis aprovadas aqui no Brasil que liberem o ensino nas escolas, muitos professores seguem impondo a ideologia de gênero. “Como não há uma proibição de ensinar o gênero, então eles trabalham nessa lacuna. Na prática, essas escolas estão desrespeitando a família, a verdade, a ciência e prejudicando muitos jovens”, constata o professor Felipe Nery.
Recentemente, uma cena exibida em rede nacional por uma novela para adolescentes gerou muita polêmica. Em um determinado capítulo, atores explicam o que é identidade de gênero e detalham as diferentes nomenclaturas.
A caseira Ana Paula Campos Fidêncio, de 39 anos (foto a dir.), mãe de três filhos, estava vendo televisão com a filha de 11 anos quando a referida cena foi exibida. “Eu achei um absurdo essa cena de Malhação, porque eu estava assistindo com a minha filha de 11 anos e tive que, imediatamente, tirar do canal, pois não admito que ela, com essa idade, assista uma cena dessa”, pontua.
A representante da Associação de Médicos pela Diversidade, Carla Dorgam, foi clara ao dizer, em audiência pública em Brasília sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). que, depois da realização de estudos e pesquisas, chegou-se à conclusão de que a ideologia de gênero, além de trazer confusão na mente dos jovens, não tem base científica que sustente as hipóteses dos seus ideólogos.
Em nome da associação, ela solicitou que as palavras que faziam referência a identidade de gênero fossem retiradas da BNCC. Em sua declaração, a médica desconstruiu o fundamento da ideologia ao explicar que gênero não é uma ação sociocultural imposta, uma vez que a ciência mostra o contrário.
Por meio de fatos científicos, e não percepções sociais, ela citou um estudo feito com primatas em que machos se comportam como machos, escolhendo brinquedos tidos tipicamente por masculinos, e as fêmeas os tipicamente femininos, revelando que o gênero não depende do fator social nem do cultural.
Como pai, estou revoltado por ter visto um vídeo na televisão que ensina os jovens que lá na frente eles podem mudar de sexo, ou seja, a menina pode ser menino e o menino, menina. Todos os ensinamentos que nós, como pais e mães, damos aos nossos filhos para que eles possam crescer e ter sua família estão sendo distorcidos, colocando na mente das crianças e adolescentes que eles podem mudar de sexo a hora que quiserem. Querem ir contra a lei do próprio Deus. Quando Deus criou o homem, logo em seguida ele criou a mulher para ser sua auxiliadora. Marcos Roberto Bortolassi, de 47 anos, autônomo
Vale reafirmar que não ser a favor da ideologia de gênero não significa ter um posicionamento contrário aos homossexuais, mas contra o que essa ideologia quer implementar em toda a sociedade.
Querem formar jovens alienados e confusos
O American College of Pediatricians (Colégio Americano de Pediatras), entidade norte-americana que reúne profissionais de saúde e uma das associações de pediatria mais influentes dos Estados Unidos, declarou que a ideologia de gênero é nociva às crianças e fez um pedido aos legisladores e educadores dos Estados Unidos para que “rejeitassem as políticas que doutrinem as crianças na aceitação desses conceitos”.

“Existem pelo menos 6,5 mil diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso, mas a identidade não é biológica, é psicológica. Ela tem relação com o que se pensa e o que se sente. Pensamentos e sentimentos não têm uma conexão biológica. Doutrinar todas as crianças desde a pré-escola com a mentira que elas podem estar presas no corpo errado corrompe toda a fundação dos testes de realidade infantis. Se eles não podem confiar na realidade de seus corpos físicos, em quem ou no que podem confiar?”, questionou Michelle Cretella, presidente da mesma associação.
André Assi Barreto, professor de história e mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), concorda com a posição do American College Pediatricians e é objetivo ao enfatizar que induzir à discussão de gênero para crianças e adolescentes pode atrapalhar seu desenvolvimento.
“É uma discussão da qual elas não estão prontas para fazer parte, já que o repertório cognitivo delas ainda não é adequado para aprender a discutir questões de gênero. Além disso, empurrar esse assunto goela abaixo delas pode levá-las a um problema. Talvez muita gente não saiba disso, mas esse fato de uma pessoa ter um sexo e atribuir a si própria outro gênero, que não corresponde ao seu sexo, era considerado uma doença, chamada disforia de gênero, até pouco tempo atrás”, observa o professor.
Para a psicóloga e coach Cristiane Pertusi (foto a esq.), as questões que envolvem ideologia de gênero são delicadas. “Porque muitas pessoas que conflitam seus gêneros (masculino ou feminino) têm muitas questões psíquicas (e até mesmo distúrbios) ao se vestirem e se identificarem de uma forma ou de outra. Os pais precisam prestar atenção porque pode gerar uma confusão sexual e uma estimulação sexual precoce e tudo isso pode gerar traumas. Essa criança pode se tornar um adulto confuso, com vínculos afetivos conturbados. Tudo que é 8 ou 80 não é saudável. Precisamos ter muito cuidado, assuntos como esse não devem ser levados para as crianças”, esclarece.
A psicóloga Elaine Balbino, especialista em análise de comportamento, concorda que os jovens não estão preparados para vivenciar esse tipo de discussão. “Questões delicadas, como a discussão sobre gênero, veiculadas de maneira leviana prejudicam muito a formação do adolescente e podem, por exemplo, gerar conflitos psicossociais e de personalidade”, constata a especialista. Ou seja, prejudicar a formação de um adolescente significa comprometer suas ideias e, consequentemente, seu potencial.
Para quem vai seu voto no dia 7?
As crianças e os adolescentes são o futuro de uma nação. Se a formação deles for comprometida, todo o futuro do País também será. E sabe quem tem o poder de mudar o curso da ideologia de gênero? Você.
Com base nessa responsabilidade, o palestrante e apresentador Renato Cardoso afirma que “as crianças não vão votar. O Dia das Crianças este ano, 2018, não será em 12 de outubro. O Dia das Crianças será 7 de outubro porque alguém vai ter que fazer a voz das crianças ser ouvida nas urnas”.
Então, se você ainda estava pensando em anular seu voto ou em votar em qualquer pessoa, reflita. Os deputados, governadores, senadores e o presidente serão a sua voz no centro das decisões do País.
Por isso, é crucial que se vote em quem tem os mesmos valores que você. Então, se você é contrário à ideologia de gênero, pesquise e veja se o seu candidato também não é a favor dela.
Você tem o poder nas mãos e o voto é sua maior arma para destruir as ideias que querem acabar com os valores da família que conhecemos, tendo como alvo as crianças.
Portanto, não permita que façam da cultura, do entretenimento e da educação um experimento para confundir o que Deus estabeleceu na criação do ser humano. As crianças não podem, não devem e não são cobaias dessa tal ideologia de gênero.

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